- Como assim?
- Sua mãe,
por exemplo, ela é um amor, faz tudo por você... Não é assim?
- É. E daí?- Daí que é isso que você acha, que bom. Mas e se não fosse verdade e você não conseguisse enxergar?
- Então, não
teria importância. O que vale é a verdade que eu vivo.
- Mas, e se a realidade fosse outra e por não
perceber isso você vivesse um sonho, prisioneiro dele?
- Se sou
prisioneiro e não sei e vivo bem com isso, que diferença faz?
- Nenhuma.
Mas, e se você pudesse viver melhor se acreditasse em outra verdade?
- Então, eu
seria outra pessoa.
- E se você
for essa outra pessoa que acredita ser você?
- Então, eu
devo ser louco. E você quem é?
- Eu sou o
cara que te pediu um trocado para inteirar a passagem. Mas, não mude de
assunto. É mais fácil se assumir louco
do que covarde, não?
- Sei lá, velho!
Mas por que você está me fazendo todas essas perguntas?
- Porque você me perguntou se era mesmo verdade
que eu preciso de dinheiro para a passagem.
- Tá
certo... Olha, toma aqui R$ 10,00. Agora some!
- Muito
obrigado, de verdade!